quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

UMA REFLEXÃO PARA 2011



Ninaldo Valejo Pinto - Ensaio

Milhares de seres compõem uma Fraternidade Universal, Anjos, Arcanjos, Elementais da Natureza, Mestres Ascencionados, Elohins, Seres Interplanetários e Interdimensionais e nós humanóides; podemos assim dizer que há uma Egrégora Universa e inexoravelmente fazemos parte da mesma!

A compreensão de que somos parte da consciência cósmica bem como o reconhecimento de que somos partículas menores, indivisíveis, intransformáveis, imutáveis e cujo reconhecimento somente é possível pela ligação com a Consciência Cósmica, Célula Mater de todo o universo; Obedecendo a máxima de que o microcosmo é a mais fiel semelhança do macrocosmo, melhor dizendo, o homem é a mais fiel semelhança de Deus, não na aparência, mas na Sua Essência, somo gotas da mesma fonte universal, filhos do mesmo Pai Celestial com a Mãe Natureza e estamos fraternalmente interligados com o objetivo de evoluir constantemente no sentido de mantermos a nossa fonte límpida como da época da nossa criação, refletindo a pureza e a sublimidade do Criador.

Lembremos que o ACASO não existe como não existem as guerras, as tristezas, os sofrimentos, as lamentações; nós fazemos esses cataclismas, logo, somos responsáveis por tudo que criamos, somos responsáveis por todo o planeta, por todos os seres e por toda a Essência Divina que há em cada um de nós. Somos responsáveis diretos por tudo, somos devedores por aquilo que deixamos de fazer, e mesmo que não tenhamos feito nesta encarnação, fizemos em outras e segundo o que diz a Lei de Causa e Efeito: “tudo o que possais fazer ou deixar de fazer, terá uma resposta na sua vida cotidiana”. Digo mais, o efeito já está intrinsecamente embutido na causa, isso é fato.

E PARA ALERTAR

Tudo que é feito conscientemente requer maior preparo, o que podemos chamar de reflexão ou conscientização, pois, o saber traz consigo a responsabilidade, toda ação consciente (pensamento) ou inconsciente (sentimento) trará sua repercussão não somente no corpo físico, mas, principalmente na sua ALMA.

Vigiai vossas atitudes desde os pensamentos!. Faça do ano de 2011 um ano Feliz !!!!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

UM DESEJO ALÉM DO NATAL


Ninaldo Valejo Pinto – ensaio-Dez10

Sempre haverá um Natal a cada amanhecer, desde que você consiga a plena compreensão do seu verdadeiro significado, assim, eu não poderia te desejar apenas um Feliz Natal e sim todos os dias que você puder lembrar o seu significado.
Não esqueça de que o Natal não se resume a bonitas decorações, presentes e votos de felicidade, pois a sua essência é o festejo do nascimento do Mestre Jesus, o Cristo, que em um único ensinamento transformou todos os conceitos da humanidade e que nesses dois mil e dez anos ainda não conseguimos colocar em prática em sua magnitude, AMAR.
De onde tiraram esse consumismo exacerbado, dos presentes materiais, não se sabe ao certo, mas, deve ser uma data de muita reflexão e introspecção e verdadeiramente buscar chegar à compreensão do nosso papel no mundo contemporâneo e das ferramentas necessárias para vivermos em sociedade. O cientista Norbert Elias nos diz que “o homem civilizado deve domesticar a sua animalidade em benefício da sociabilidade” enfim concluímos que o hominal deve domesticar o seu lado animal para oferecer um melhor produto à sociedade, para oferecer um melhor Ser Humano para as relações sociais, ampliando o seu micro universo interior até identificar-se com o macro cosmo, enfim, imitando a Deus exatamente da mesma maneira com que ele nos concebeu, seu igual, na essência e não na aparência.
Temos visto o sacrifício de muitas pessoas para presentear os seus mais próximos com bens materiais e mensagens compradas prontas e até acompanhado as queixas posteriores para o pagamento desses “presentes”, mas, esquecemos de oferecer o maior de todos os presentes, um momento de reflexão sobre os nossos desejos para com essa grande família da qual fazemos parte e da qual não podemos viver dissociado, seja no sentido físico, distância, seja no sentido de compartilharmos as benesses que somente conseguiremos identificar, quando ampliarmos os nossos sentimentos para o vizinho “do lado de fora”, do nosso vizinho distante no plano físico ou no plano espiritual, o da plena compreensão.
Então, eu posso apenas te desejar um pouco de paz, para que você consiga visualizar o portal do conhecimento de quem verdadeiramente você é e inteligir com essa divindade, permitindo a sua revelação, até que naturalmente possa haver a auto-revelação de um Ser Humano, pronto para as relações sociais; Um Ser Humano tão natural que possa irradiar além dos seus, os nossos e de todos os reais sentimentos de coletividade, amando os seus próximos mais próximos tanto quanto os nossos mais distantes até atingirmos o todo, filhos da mesma chama, de uma só Família.
Então, eu te desejo esse momento em que a chispa do seu átma, se revelará e você terá, e isso é um grande presente que te dou.
UM NATAL MAIS FELIZ, TODOS OS DIAS!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A GENEALOGIA DO PINTO

Ninaldo Valejo Pinto
Ensaio


Saibam meus críticos de plantão que estou cativo dos seus comentários, pois ele me fazem pesquisar profundamente de onde mesmo me saiu este Pinto, que irá comigo até além-vida e espero deixar uma historinha, exatamente sobre o meu Pinto e vocês, quem também têm Pinto, procurem uma historinha para o seu.
Dizem as genealogias desta família que o primeiro a usar este apelido em Portugal, foi Paio Soares Pinto, cavaleiro Hospitalário que viveu no tempo do conde D. Henrique, na Quinta do Paço situada na terra de Santa Maria da Feira.
Este apelido tem 900 anos de existência, identifica uma das famílias mais antigas de Portugal. Deriva de uma alcunha medieval, que segundo alguns autores foi colocada a um cavaleiro por sair de uma batalha tão ensanguentado que lhe disseram -“como vindes pinto”. É possível que seja este tipo de situação ou parecida que esteja na origem deste nome. O brasão de armas que usam, ostenta cinco crescentes cor de sangue, alusão clara a reconquista e a uma vitória sobre os mouros, representando, a cimeira dos pendões tomados aos sarracenos em combate.
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Sou ese quem nos perigos
Das guerras, em que se achou
As Armas sempre pintou
Com sangue dos inimigos
E hum gran Rey que me estimava
Vendome de sangue tinto
Quis que me chamasse Pinto
Porque tam bem me pintava.
(Manuscrito da Armaria nº 1652 “Pintos”.)
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Pintos
Vey o Dom Egas de Gondar
Para Riba de Beastança
Onde os da sua erança
Do seu nome singular
A Pintos fazem mudança.
(“Quintilhas dos Solares deste Reyno de Portugal”)
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Vejam que com tanta nobreza de orígem, alguém ainda cuida de usar esse brasão para cognominar os “pingolinhos” das crianças e até o próprio, que apesar de adulto, não cresceu tanto de um nome tão nobre; Alguns personagens famosos e inteligentes, evitavam essa prática, vejamos a criatividade para não usar o “pinto” como apelido tendencioso:


William Shakespeare (1564-1616) - Em suas peças, chamava o dito cujo de "Pinto do amor"

- Na China, os manuais sexuais inventaram vários sinônimos para o pênis. Haste de Jade, Pássaro Vermelho e Pinto do Dragão Celestial.
John Kennedy (1917-1963) - O presidente americano apelidou o seu de "JJ". Numa carta ao amigo Lincoln Billings, ele escreveu: "JJ nunca esteve em melhor forma e nunca praticou tantos exercícios".
- Yoko Ono chamava o de seu falecido marido, o beatle John Lennon (1940-1980), de “Pintinho”.
- Charlie Chaplin (1889-1977) referia-se ao seu como "a oitava maravilha do mundo"

- Eu não, já nasci um Pinto.

Tirem as suas conclusões!

Dez2010

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

SUÍCA NÃO DOA SANGUE


Ninaldo Valejo Pinto
Ensaio dez2010.

Como em todas as Vilas, principalmente as Vilas praianas, alguns andarilhos errantes, intencionais ou não, às vezes até fugindo do estresse, chegam e procuram uma sombrinha para descansar da viagem, que em muitos casos não teve origem certa e necessariamente ainda não tem destino determinado.
Alguns “viajantes”, chegam, descansam e resolvem que está ali o destino da sua viagem, tanto pela beleza do lugar como pela hospitalidade do povo que, de água fresca, um pouco de comida, roupas e até umas pingas para alegrar ou esquecer alem do cigarrinho do bem, os do mal eles conseguiam nas plantações hippies. Esses viajantes, muitas vezes viram ícones dessas Vilas e do tempo que passam e dependendo da fama do lugar, eles também “viajam” na fama e ganham até uma história.
Arembepe, a mais bela de todas as Vilas, entre os anos 70 e 80 recebeu muitos desses “viajantes”, uns atraídos pela paisagem paradisíaca outros pela hospitalidade do povo que se misturava com o modo de vida hippie instalado naquela Vila e outros ainda por não ter ou saber para onde ir e de onde partiram.
Chega, nessa época, não sei de onde, um novo hóspede, que não era hippie, mas que vivia de modo semelhante, nada trouxe a não ser a sua alegria e suas “artes” que não incomodando aquele povo “inincomodável”, permitam-me a criação, até se tornaria uma figura quase folclórica, mesmo dentro daquela Vila cheia de muitas histórias folclóricas,
Vivia o Sr. Luiz Carlos, ou SUÍCA, como preferia ser chamado, de fazer pequenos favores e merecer muitas benesses, comida, bebida, uns trocadinhos, uma pinga aqui, outra ali e assim os dias erram de pingas,tragos, gracejos e folclores: Para dormir a grande e frondosa amendoeira no centro da praça já tinha seus hóspedes e nas noites mais frias as lonas das veles dos saveiros na praia servia de pensão. Vivia assim o nosso ilustre personagem, com mais pinga ficava mais cheio de artes e assim a Vila se acostumou com as suas “maluquices”, sim, já havia naquela época um grupo de viajantes não hippies, ao Suíca ele este denominava o grupo de “sindicato”; O sindicato, era solidário desde aquela época, desde as roupas, comidas, pingas recebidas eram partilhadas e o SUICA tornou-se um líder daquele “sindicato”, era ele quem mais “arrumava” as pingas, motivo pelo qual viviam sóbrios a maior parte do dia.
Passando um final de semana comigo, que dividia a minha morada com aquela Vila, estava o Sr. Arnaldo Pinto, o meu Pai e sempre ele observava a atuação dos “sindicalistas” e até contribuía com alguns agasalhos para o grupo. Estava nesta época uma ambulância do Serviço Hematologia e Hemoterapia do Governo do Estado da Bahia, fazendo uma campanha de doação de sangue e a ambulância estava parada bem na praça principal onde a fila de doadores se formava e o meu Pai virou-se para o SUICA, que lhe pedia uma “grana”, e sugeriu que o mesmo fizesse a doação, pois era um ato de fraternidade e poderia salvar muitas vidas.
Atencioso como sempre, o SUICA entrou na fila, neste dia ainda não estava com aspecto de “bebum”, usava uma roupa semi-nova e apresentava um ar de saúde, pele corada, rosto meio gordinho, certamente que pelas pingas da semana: A enfermeira anota o seu nome: Luiz Carlos Santos – SUÍCA, a pedidos e pronto, retira aquele milagroso sangue do nosso personagem.
Após o procedimento de praxe, quando se dirigia para tomar o cafezinho com biscoito que era oferecido aos doadores, o nosso SUICA desmaia, é atendido pela equipe de plantão, conduzido ao hospital de Camaçari, sede do Município, recebe 5 bolsas de sangues devido a sua profunda anemia e após 2 dias de “hospedagem” no hospital, volta para o convívio da Vila de Arembepe que estava preocupada e o sindicato em estado de GREVE. O Sr. Arnaldo até tentou ajudar na campanha, mas, sem querer pode ter salvado a vida do nosso personagem. Outras artes o SUICA aprontou, mas, isso é outra história. A amendoeira ainda está lá, para comprovar o fato.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A VERDADE DO PESCADOR

Ninaldo Valejo Pinto - ensaio

Mergulhava tranquilamente em água transparentes na Baia de Todos os Santos, naquela hora havia mais beleza que verdadeiramente o que um mergulhador procura, logostinhos, peixes, e outros moluscos; De repente aparece uma enorme arraia arrastando um bom pedaço de rede e ia tranquilamente no sentido da maré vazante.

Esquivamos-nos da rede e voltamos a mergulhar e para surpresa da equipe, havia, presos na rede, que boiava a meia água, todos os peixes que procurávamos e ainda vivos, trabalho rápido de salvar os peixes da rede e prendê-los no nosso barco, uma pescaria sensacional, sem nenhum tiro, com mergulhos rasos e em tempo razoavelmente curto.

Ao retornar ao nosso porto, fomos interceptados pelas autoridades do IBAMA, embarcaram em nosso saveiro, inspecionaram os peixes, badejo, bejupirá, Arraia, lagosta, cavala, etc..

Identificaram de pronto que os peixes foram capturados por uma rede e queriam saber onde estava aquele artefato, a quem pertencia e falamos que pertencia a uma arraia gigante; Contamos o ocorrido, a verdade do pescador, mas, nem eles, homens do mar, acreditaram em nosso conversa e tivemos que voltar a perseguir a rede e a arraia que a arrastava, demorou um tempinho e localizamos a nossa salvação; A lancha do IBAMA aproximou-se, prendeu a rede e a arraia já sem força teve que ser sacrificada e conduzida em nosso saveiro para o nosso porto, os funcionários do IBAMA levaram a enorme rede para o seu depósito e finalmente, alguém acreditou na história do pescador; Fomos liberados e premiados com 82 quilos de Arrais e mais outros peixes.

Não desejo encontrar outra rede solta cheia de peixes, mas, não poderia deixar de contar esta história e sonhar com outros peixes, sem rede.

EVITE A PESCA PREDATÓRIA, CONTE HISTÓRIAS !

DESCOBRI QUE NÃO EXISTO !!!

Ninaldo – ensaio Nov2010-08
Depois de redescobrirem o meu Pinto, me encontro agora em uma situação bastante difícil, um dilema, podemos assim dizer. Muitos amigos comentaram a reinvenção do meu Pinto, fiquei contente, claro, mas, hoje acordei com um grande dilema: EU NÃO EXISTO!!!
Será uma crise existencialista? Síndrome da melhor idade? , não, estou lúcido, um pouco triste pelos 4 dias sem pescaria, apesar de ter muitos peixes congelados e meus amigos também comendo peixe da nossa produção, mas, ainda bastante lúcido, ainda me lembro do Pinto!!!
É um sentimento de isolamento total, o de não existir e também de ter amigos, muitos amigos que igualmente estão no mesmo planeta que eu, não existo e eles não existem, apesar de nos reunirmos com freqüência, conversar e saborear a gastronomia enológica, estou inventando um termo, sim, os vinhos me trazem à existência e vejo os meus amigos reais, sem visões e muitas citações hummmmmmmmmmm!!!!.
Dentre os meus amigos, nenhum, nem um, umzinho apenas, nunca, nunca jamais em eleição alguma, nem para síndico de condomínio, participou das pesquisas eleitorais, alguns até tentaram, ficaram junto a pesquisadores, mas, foram descartados e igualmente, não existem para efeito de pesquisas eleitorais.
No meu caso em particular, ainda tem um agravante, nunca recebi a visita do IBGE para senso algum, assim, se eu não fui contado, eu não existo e levo comigo a minha família, que apesar de RG, CPF, Título de Eleitor, IPVA, IPTU, ISS e outros números, não faz parte das estatísticas do IBGE; Das pesquisas eleitorais então, nem pensar, enfim, nós não existimos, mas, a Receita Federal insiste em me cobrar mais e mais Imposto de Renda, a Receita Federal é na minha vida como uma pensão judicial, um caso que nunca tive e todos os anos, assim como um Magistrado de uma Vara de Família decreta, está a mala do IRPF no rol das minhas despesas, mas, se eu não existo como posso ter esse privilégio de ser contribuinte?
Não, eu vou pescar, é melhor; Lá na pescaria não tem estatística e se tivesse ninguém acreditaria, pois palavra do pescador é igual palavra de camelô, o povo acredita, mas dá um desconto, assim, não serve para estatística !
Vou pescar e mesmo não existindo, vou pegar bons peixes e um dia vou falar com Biquara (meu amigo pescador QUE pesca e mente junto comigo) e fazer uma estatística dos peixes do mar !!
E contar para vocês !!!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

PINTO, CEM ANOS DE VIRTUDES !

VOU FINGIR QUE NÃO DÓI !
23.10.1910 23.10.2010

Arnaldo de Menezes Pinto, o maior amigo, o maior Mestre, o maior presente que Deus me deu.
Às vezes é preciso fingir que não dói, mas, a poeira da ampulheta do tempo aciona o alarme e, mesmo sem querer, a sua ausência me causa grande dor. Ainda tenho estes sentimentos, de alegria, dor, saudade, vontades e mesmo inconscientemente ainda contam o tempo olhando a areia passar pelo estreito gargalo da ampulheta e matematicamente percebo que hoje o tempo conta um século do seu nascimento, cem anos e a felicidade me invade quando percebo que, nós vivemos os melhores dessa areia, caminhamos juntos os nossos melhores dias, conversamos sentados na grama do parque em frente ao mar, ajustamos os nossos sentimentos, quando você ainda dimensionava, trocamos as mais íntimas confidências e passamos coladinhos pelo gargalo dessa ampulheta e nos regozijamos no largo espaço da sua base, mesmo sabendo que não subiríamos para tornar a descer e caminhar juntos novamente, mas, a experiência de viver ao seu lado foi tão significante que não seria necessário um novo conviver.
Desde o dia em que fizemos um trato de que fingiria que morreria e eu fingiria que ficarias vivo, passamos a viver juntos, uma só vida, e agora, apenas um grão de areia trilha o relógio do tempo, mas, ele representa nós dois, tão um que não dá mais para identificar o que era eu e o que é você.
Não contarei outros cem, não assim com saudades, com alegrias, com todos os sentimentos, sei que a sua dimensão é apenas a dimensão do amor, assim, não nos cabe mais contar, apenas pedir que nesse oceano de virtudes que foi a sua breve passagem por aqui, permita o Pai Celestial, o Deus do nosso coração, da nossa compreensão, que pela Sua Magia, esses dois grãozinhos de areia novamente se encontrem no mundo celeste; Nós saberemos nos identificar, com certeza.
Me basta agora enxugar as lágrimas que me correm com o lenço que você me deu, e eu retribuirei todos os nossos momentos com o sentimento que você me ensinou, te amando.
Ninaldo Valejo PINTO
Ensaio 23.11.10

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

REUNIÃO DE PINTOS

REUNIÃO DE PINTOS
Pinto,Ninaldo.Valejo Ensaio 18.11.10

Outra história desse Pinto, que, não é apenas um pinto, sou Eu, Pinto, Ninaldo Valejo, mas, como já estão cansados de saber, desde o São Jorge dos Ilhéus, desde o naufrágio, carrego esse Pinto, aliás, o caso do naufrágio foi com o Ninaldo, o barco.
Trabalhamos no Serviço de Telecomunicações da CHESF e mantínhamos estreitas relações com a Telebahia, operadora de telefonia fixa na época, e para atender as necessidades de comunicação tínhamos com a equipe técnica de Telebahia, reuniões regulares.
Em uma dessas reuniões, na Sede da Telebahia, chegamos um pouco atrasado, coisa comum aqui na terra e o Engº Sérgio da Telebahia já havia iniciado a reunião enquanto aguardava a minha chegada e pediu a sua secretária para me localizar e avisá-lo.
Quando cheguei à portaria do prédio, a segurança informou a minha chegada e que estava subindo; Prontamente a secretária entreabriu a porta da sala de reunião e avisou que já havia localizado o ‘Seu’ Pinto e que ele já estava subindo!
Fechou a porta inocentemente, sem importar com o que havia provocado com o seu aviso e logo me avistou e voltou a entreabrir a porta e avisar:
- Dr. Fred, o “seu” Pinto já esta aqui dentro!
Ainda deu para ouvir o Sérgio perguntar:
- Aí dentro onde Inocência?! Pelo Amor de Deus !!!
Aproveitei a confusão e entrei na sala, não sem antes perceber que a Secretária Inocência caíra na “real” sem pode esconder um sorriso tão malicioso que chamou a minha atenção quanto ao seu crachá: Inocência.
Já na sala de reunião? Reunião?! aquilo se transformou num encontro humorístico e cada um acrescentava mais uma pitada de pimenta ao caos que o meu PINTO causara naquela reunião:
- Senta Pinto, falou o Eng° Sérgio: Sentar como? Vocês estão a gargalhar e a pobre da Secretária lá fora morta de vergonha por causa do meu Pinto !!!
Um dos técnicos presentes à reunião falou que também tinha Pinto no seu nome, mas, que o seu Pinto não era tão famoso como o meu que andava de boca em boca, aí o Sérgio interrompeu:
- De que é mesmo que estamos tratando? Isso não é “reunião de Pintos”!!
Bem, era sobre a interligação de um sistema da Telebahia com a CHESF e isso foi resolvido, não sem antes chamar a Secretária e entregar o meu cartão de visitas, PINTO, Ninaldo Valejo e dizer: parabéns pela sua inocência.

sábado, 13 de novembro de 2010

OUTRAS COISAS DO MEU PINTO

OUTRAS COISAS DO MEU PINTO
Ninaldo – ensaio 13.11.10

Sim, muitas outras histórias engraçadas ou não aconteceram ao meu Pinto, digo com letras maiúsculas por tratar-se de um nome e segundo o que me dizem, um Pinto genuinamente brasileiro, baiano de Ilhéus, original e que ao juntar-se a uma espanhola, deu origem a estas “confusões” todas;
Terei que relatar e vocês tenham paciência para saber como esse Pinto entrou no meu nome; mesmo antes da minha concepção esse Pinto tem construído histórias, aqui e no mundo, desde que o Wandmar, galego original fugindo do Generalíssimo Franco e da revolução espanhola, traz a sua família para o Brasil e aporta em Salvador e com uma grande surpresa à bordo, o nascimento de Nina, minha mãe, o que alterava, Graças a Deus o projeto, acho que para melhor e eles vão morar próximo ao Sargento Pinto da Polícia Militar no bairro do Pau Miúdo, era assim que o meu avô Basílio era conhecido, o Sargento Pinto do Pau Miúdo.
Naquele tempo, o tempo não passava tão rapidamente, as coisas aconteciam mais ao natural, devagar e, claro , prazerosamente, as famílias sentavam à calçada para conversarem, para trocarem as notícias que ouviam no rádio Ondas Médias e Curtas, sem FM, , no bonde, na marinete e nas lotações e nesse vai e vem de notícias, chega a notícia de que o filho do Sargento Pinto, Arnaldo, com a Dona Joventina, desposaria a galega Nina, filha do falecido Wandmar com a Dona Eulina.
O Pinto, Arnaldo trabalhava na marinha mercante, um Pinto de porto em porto e até que um belo acidente mudou a história, já tinham dois filhos e era um tempo muito difícil, a 2ª guerra mundial e o Pinto quase foi a pique, o seu navio fora bombardeado e ficou 3 longos dias à deriva; Situação difícil, a Nina esperando mais um Pinto e ele ali naufragado, sem ter apenas um nome para dar ao seu rebento. Surge, enfim, ao anoitecer do terceiro dia, um barco de pesca e aproxima-se dos náufragos para socorrê-los e ao amanhecer do quarto dia, chegam à terra firme no litoral de São Jorge dos Ilhéus e o Pinto, Arnaldo, como tinha a função de rádio-telegrafista, tinha também o dever de providenciar as anotações para os relatórios de viagem e não esqueceu de registrar que o barco que os socorreram tinha a seguinte inscrição : NINALDO - Ilhéus – Ba.
Pronto, nascia ali um nome para colocar no meu Pinto, sim, porque com o Pinto o eu já nasceria, fosse homem ou mulher, aqui na família não tem opção , tudo tem Pinto e eu fiquei assim: Pinto, Ninaldo Valejo que nasceu no mês seguinte ao naufrágio. Aquele fato, não sei se o meu nascimento ou a saudade da sua bela Nina, fez o Arnaldo trocar a marinha pela Panair do Brasil, ah! Vocês não conhecem, era a companhia aérea mais influente na época e assim, o Sr. Pinto, Arnaldo começou a arte de voar e criar sua prole, que, inclusive passou a crescer com mais brevidade e nas asas da Panair.
Mas, não era sobre isso que eu queria escrever, mudei a direção do texto, mas, foi outro acidente, depois eu conto outro causo.
Bom final de semana e me deixem pescar, vocês viram que trago no DNA a mania da pescaria, obrigado pescadores do barco Ninaldo - Iléus Bahia.
Vou pescar !!!

sábado, 6 de novembro de 2010

ESQUECERAM O MEU PINTO

ESQUECERAM O MEU PINTO

Ensaio – Ninaldo Valejo PINTO

Algumas coisas batem de estalo e não é que eu havia esquecido que eu tinha um PINTO?!, sim, bem ali na frente, em letras maiúsculas como foi posto pela recepcionista da companhia aérea?

- PINTO, Ninaldo Valejo e ainda tinha o complemento: Mr / Sr., Quer dizer um Mister Pinto ou um Senhor Pinto viajando por aí distraidamente sem se dar conta de que verdadeiramente é um Mr. PINTO.

Quando fiz o concurso para ingressar na CHESF, Cia. Hidro Elétrica do São Francisco, em 1969, a empresa que organizou o concurso imprimiu o meu crachá da seguinte maneira: PINTO, Ninaldo Valejo; Assim, após ter sido classificado em primeiro lugar, é lógico que o Pinto veio na frente, o primeiro da lista; Assim a relação foi enviada para o Setor de Pessoal e assim fui admitido, o Pinto primeiro e depois, Eu, Ninaldo Valejo.

A minha lotação era em uma Usina Termelétrica e eu seria a pessoa que teria contato com todos os funcionários, pois, seria o Secretário da Usina e assim, os trabalhadores não acertariam meu pré-nome (Ninaldo), tão pouco o segundo, mais complicado (Valejo), além do mais, um outro Valejo também era daquele setor e não me restaria outra opção a não ser colocar o meu Pinto na frente e seguir avante (desculpem o trocadilho). Até que tentei o nome de guerra : Ninaldo, não tinha condições, a “peãozada” falava tudo: Niraldo, Nivaldo, Vivaldo, Linaldo,Ninado, só não pronunciavam o verdadeiro e após algumas semanas resolvi assumir o meu Pinto.

Mas, logo logo o Pinto foi promovido, trabalhando na área técnica o Pinto teria mais condições de “subir na vida” como dizem os mais experientes e foi justamente para área de telecomunicações e assim o Pinto passou a ser familiar a todos os funcionários do sistema, tanto na Bahia como em todo nordeste brasileiro.

Buscando sempre o seu desenvolvimento técnico, teve o privilégio de formar um currículo considerável e trabalhando na érea de telecomunicações além de amplamente conhecido fazia amizades por onde passava, todos gostavam do Pinto, era “um cara brincalhão”, eficiente, prestativo e sempre resolvia os problemas técnicos sob sua responsabilidade.

27 anos de trabalho e a amizade do Pinto ficou no coração dos colegas até que chega a hora de aposentar o Pinto, ainda novo é verdade, mas, havia outros caminhos a percorrer e vai ser um meio-palestrante e passa ser reconhecido como Ninaldo Valejo, pronto, foi-se o Pinto, os amigos não usavam mais o meu Pinto e ficou ele ali guardado, meio esquecido e vez por outra lembrado.

Em uma grande reunião em uma empresa muiti-nacional, apresentava um complemento a um projeto e após uma de suas intervenções, um dos participantes pede a palavra e diz em alto e bom som:

-PINTO, estou muito feliz por te ver tão atuante e fazendo um trabalho de construção de uma sociedade mais evoluída ... e aí o interlocutor mandou a pergunta, que não lembro agora o que foi mesmo. Claro, todos riram bastante, a palestra ganhou um clima bastante alegre... -todos os participantes passaram a rir compulsivamente com a intervenção do Irmão elogiando o Pinto, Eu.

Demorou algum tempo até a platéia se acalmar e eu poder explicar o que aquele colega pretendia dizer; Identifiquei-o e vi um colega de longa jornada na Chesf que me conhecia como Pinto, que era o meu nome de guerra na Empresa e como havia algum tempo em que não nos víamos, ainda guardava aquela imagem de um jovem “brincalhão” e gozador. Agradeci o elogio e mais ainda, agradeci por ter despertado o meu Pinto, que há muito não era usado pelos meus interlocutores e amigos.

Ah! Que felicidade ter um Pinto ressuscitado!! Quantas lembranças vieram à mente, tempos que guardo com muito carinho na minha lembrança e saudades dos amigos que construí naquele período de trabalho e estudos; Mas era o meu projeto de vida, buscar uma outra atividade depois da aposentadoria, para ganhar mais amigos, para não deixar que o Pinto saísse de cena assim em definitivo. Agradeci novamente pelo despertar do meu Pinto e prossegui a palestra.

Voltei para casa muito feliz e conversando com o meu Pinto:

-Ah amigo Pinto, quanto tempo não te verbaliza, perdoe pelo esquecimento, pelo desuso e garanto que, daqui pra frente, primeiro vai o Pinto, depois Eu.

Ninaldo