OUTRAS COISAS DO MEU PINTO
Ninaldo – ensaio 13.11.10
Sim, muitas outras histórias engraçadas ou não aconteceram ao meu Pinto, digo com letras maiúsculas por tratar-se de um nome e segundo o que me dizem, um Pinto genuinamente brasileiro, baiano de Ilhéus, original e que ao juntar-se a uma espanhola, deu origem a estas “confusões” todas;
Terei que relatar e vocês tenham paciência para saber como esse Pinto entrou no meu nome; mesmo antes da minha concepção esse Pinto tem construído histórias, aqui e no mundo, desde que o Wandmar, galego original fugindo do Generalíssimo Franco e da revolução espanhola, traz a sua família para o Brasil e aporta em Salvador e com uma grande surpresa à bordo, o nascimento de Nina, minha mãe, o que alterava, Graças a Deus o projeto, acho que para melhor e eles vão morar próximo ao Sargento Pinto da Polícia Militar no bairro do Pau Miúdo, era assim que o meu avô Basílio era conhecido, o Sargento Pinto do Pau Miúdo.
Naquele tempo, o tempo não passava tão rapidamente, as coisas aconteciam mais ao natural, devagar e, claro , prazerosamente, as famílias sentavam à calçada para conversarem, para trocarem as notícias que ouviam no rádio Ondas Médias e Curtas, sem FM, , no bonde, na marinete e nas lotações e nesse vai e vem de notícias, chega a notícia de que o filho do Sargento Pinto, Arnaldo, com a Dona Joventina, desposaria a galega Nina, filha do falecido Wandmar com a Dona Eulina.
O Pinto, Arnaldo trabalhava na marinha mercante, um Pinto de porto em porto e até que um belo acidente mudou a história, já tinham dois filhos e era um tempo muito difícil, a 2ª guerra mundial e o Pinto quase foi a pique, o seu navio fora bombardeado e ficou 3 longos dias à deriva; Situação difícil, a Nina esperando mais um Pinto e ele ali naufragado, sem ter apenas um nome para dar ao seu rebento. Surge, enfim, ao anoitecer do terceiro dia, um barco de pesca e aproxima-se dos náufragos para socorrê-los e ao amanhecer do quarto dia, chegam à terra firme no litoral de São Jorge dos Ilhéus e o Pinto, Arnaldo, como tinha a função de rádio-telegrafista, tinha também o dever de providenciar as anotações para os relatórios de viagem e não esqueceu de registrar que o barco que os socorreram tinha a seguinte inscrição : NINALDO - Ilhéus – Ba.
Pronto, nascia ali um nome para colocar no meu Pinto, sim, porque com o Pinto o eu já nasceria, fosse homem ou mulher, aqui na família não tem opção , tudo tem Pinto e eu fiquei assim: Pinto, Ninaldo Valejo que nasceu no mês seguinte ao naufrágio. Aquele fato, não sei se o meu nascimento ou a saudade da sua bela Nina, fez o Arnaldo trocar a marinha pela Panair do Brasil, ah! Vocês não conhecem, era a companhia aérea mais influente na época e assim, o Sr. Pinto, Arnaldo começou a arte de voar e criar sua prole, que, inclusive passou a crescer com mais brevidade e nas asas da Panair.
Mas, não era sobre isso que eu queria escrever, mudei a direção do texto, mas, foi outro acidente, depois eu conto outro causo.
Bom final de semana e me deixem pescar, vocês viram que trago no DNA a mania da pescaria, obrigado pescadores do barco Ninaldo - Iléus Bahia.
Vou pescar !!!
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