quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

UMA REFLEXÃO PARA 2011



Ninaldo Valejo Pinto - Ensaio

Milhares de seres compõem uma Fraternidade Universal, Anjos, Arcanjos, Elementais da Natureza, Mestres Ascencionados, Elohins, Seres Interplanetários e Interdimensionais e nós humanóides; podemos assim dizer que há uma Egrégora Universa e inexoravelmente fazemos parte da mesma!

A compreensão de que somos parte da consciência cósmica bem como o reconhecimento de que somos partículas menores, indivisíveis, intransformáveis, imutáveis e cujo reconhecimento somente é possível pela ligação com a Consciência Cósmica, Célula Mater de todo o universo; Obedecendo a máxima de que o microcosmo é a mais fiel semelhança do macrocosmo, melhor dizendo, o homem é a mais fiel semelhança de Deus, não na aparência, mas na Sua Essência, somo gotas da mesma fonte universal, filhos do mesmo Pai Celestial com a Mãe Natureza e estamos fraternalmente interligados com o objetivo de evoluir constantemente no sentido de mantermos a nossa fonte límpida como da época da nossa criação, refletindo a pureza e a sublimidade do Criador.

Lembremos que o ACASO não existe como não existem as guerras, as tristezas, os sofrimentos, as lamentações; nós fazemos esses cataclismas, logo, somos responsáveis por tudo que criamos, somos responsáveis por todo o planeta, por todos os seres e por toda a Essência Divina que há em cada um de nós. Somos responsáveis diretos por tudo, somos devedores por aquilo que deixamos de fazer, e mesmo que não tenhamos feito nesta encarnação, fizemos em outras e segundo o que diz a Lei de Causa e Efeito: “tudo o que possais fazer ou deixar de fazer, terá uma resposta na sua vida cotidiana”. Digo mais, o efeito já está intrinsecamente embutido na causa, isso é fato.

E PARA ALERTAR

Tudo que é feito conscientemente requer maior preparo, o que podemos chamar de reflexão ou conscientização, pois, o saber traz consigo a responsabilidade, toda ação consciente (pensamento) ou inconsciente (sentimento) trará sua repercussão não somente no corpo físico, mas, principalmente na sua ALMA.

Vigiai vossas atitudes desde os pensamentos!. Faça do ano de 2011 um ano Feliz !!!!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

UM DESEJO ALÉM DO NATAL


Ninaldo Valejo Pinto – ensaio-Dez10

Sempre haverá um Natal a cada amanhecer, desde que você consiga a plena compreensão do seu verdadeiro significado, assim, eu não poderia te desejar apenas um Feliz Natal e sim todos os dias que você puder lembrar o seu significado.
Não esqueça de que o Natal não se resume a bonitas decorações, presentes e votos de felicidade, pois a sua essência é o festejo do nascimento do Mestre Jesus, o Cristo, que em um único ensinamento transformou todos os conceitos da humanidade e que nesses dois mil e dez anos ainda não conseguimos colocar em prática em sua magnitude, AMAR.
De onde tiraram esse consumismo exacerbado, dos presentes materiais, não se sabe ao certo, mas, deve ser uma data de muita reflexão e introspecção e verdadeiramente buscar chegar à compreensão do nosso papel no mundo contemporâneo e das ferramentas necessárias para vivermos em sociedade. O cientista Norbert Elias nos diz que “o homem civilizado deve domesticar a sua animalidade em benefício da sociabilidade” enfim concluímos que o hominal deve domesticar o seu lado animal para oferecer um melhor produto à sociedade, para oferecer um melhor Ser Humano para as relações sociais, ampliando o seu micro universo interior até identificar-se com o macro cosmo, enfim, imitando a Deus exatamente da mesma maneira com que ele nos concebeu, seu igual, na essência e não na aparência.
Temos visto o sacrifício de muitas pessoas para presentear os seus mais próximos com bens materiais e mensagens compradas prontas e até acompanhado as queixas posteriores para o pagamento desses “presentes”, mas, esquecemos de oferecer o maior de todos os presentes, um momento de reflexão sobre os nossos desejos para com essa grande família da qual fazemos parte e da qual não podemos viver dissociado, seja no sentido físico, distância, seja no sentido de compartilharmos as benesses que somente conseguiremos identificar, quando ampliarmos os nossos sentimentos para o vizinho “do lado de fora”, do nosso vizinho distante no plano físico ou no plano espiritual, o da plena compreensão.
Então, eu posso apenas te desejar um pouco de paz, para que você consiga visualizar o portal do conhecimento de quem verdadeiramente você é e inteligir com essa divindade, permitindo a sua revelação, até que naturalmente possa haver a auto-revelação de um Ser Humano, pronto para as relações sociais; Um Ser Humano tão natural que possa irradiar além dos seus, os nossos e de todos os reais sentimentos de coletividade, amando os seus próximos mais próximos tanto quanto os nossos mais distantes até atingirmos o todo, filhos da mesma chama, de uma só Família.
Então, eu te desejo esse momento em que a chispa do seu átma, se revelará e você terá, e isso é um grande presente que te dou.
UM NATAL MAIS FELIZ, TODOS OS DIAS!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A GENEALOGIA DO PINTO

Ninaldo Valejo Pinto
Ensaio


Saibam meus críticos de plantão que estou cativo dos seus comentários, pois ele me fazem pesquisar profundamente de onde mesmo me saiu este Pinto, que irá comigo até além-vida e espero deixar uma historinha, exatamente sobre o meu Pinto e vocês, quem também têm Pinto, procurem uma historinha para o seu.
Dizem as genealogias desta família que o primeiro a usar este apelido em Portugal, foi Paio Soares Pinto, cavaleiro Hospitalário que viveu no tempo do conde D. Henrique, na Quinta do Paço situada na terra de Santa Maria da Feira.
Este apelido tem 900 anos de existência, identifica uma das famílias mais antigas de Portugal. Deriva de uma alcunha medieval, que segundo alguns autores foi colocada a um cavaleiro por sair de uma batalha tão ensanguentado que lhe disseram -“como vindes pinto”. É possível que seja este tipo de situação ou parecida que esteja na origem deste nome. O brasão de armas que usam, ostenta cinco crescentes cor de sangue, alusão clara a reconquista e a uma vitória sobre os mouros, representando, a cimeira dos pendões tomados aos sarracenos em combate.
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Sou ese quem nos perigos
Das guerras, em que se achou
As Armas sempre pintou
Com sangue dos inimigos
E hum gran Rey que me estimava
Vendome de sangue tinto
Quis que me chamasse Pinto
Porque tam bem me pintava.
(Manuscrito da Armaria nº 1652 “Pintos”.)
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Pintos
Vey o Dom Egas de Gondar
Para Riba de Beastança
Onde os da sua erança
Do seu nome singular
A Pintos fazem mudança.
(“Quintilhas dos Solares deste Reyno de Portugal”)
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Vejam que com tanta nobreza de orígem, alguém ainda cuida de usar esse brasão para cognominar os “pingolinhos” das crianças e até o próprio, que apesar de adulto, não cresceu tanto de um nome tão nobre; Alguns personagens famosos e inteligentes, evitavam essa prática, vejamos a criatividade para não usar o “pinto” como apelido tendencioso:


William Shakespeare (1564-1616) - Em suas peças, chamava o dito cujo de "Pinto do amor"

- Na China, os manuais sexuais inventaram vários sinônimos para o pênis. Haste de Jade, Pássaro Vermelho e Pinto do Dragão Celestial.
John Kennedy (1917-1963) - O presidente americano apelidou o seu de "JJ". Numa carta ao amigo Lincoln Billings, ele escreveu: "JJ nunca esteve em melhor forma e nunca praticou tantos exercícios".
- Yoko Ono chamava o de seu falecido marido, o beatle John Lennon (1940-1980), de “Pintinho”.
- Charlie Chaplin (1889-1977) referia-se ao seu como "a oitava maravilha do mundo"

- Eu não, já nasci um Pinto.

Tirem as suas conclusões!

Dez2010

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

SUÍCA NÃO DOA SANGUE


Ninaldo Valejo Pinto
Ensaio dez2010.

Como em todas as Vilas, principalmente as Vilas praianas, alguns andarilhos errantes, intencionais ou não, às vezes até fugindo do estresse, chegam e procuram uma sombrinha para descansar da viagem, que em muitos casos não teve origem certa e necessariamente ainda não tem destino determinado.
Alguns “viajantes”, chegam, descansam e resolvem que está ali o destino da sua viagem, tanto pela beleza do lugar como pela hospitalidade do povo que, de água fresca, um pouco de comida, roupas e até umas pingas para alegrar ou esquecer alem do cigarrinho do bem, os do mal eles conseguiam nas plantações hippies. Esses viajantes, muitas vezes viram ícones dessas Vilas e do tempo que passam e dependendo da fama do lugar, eles também “viajam” na fama e ganham até uma história.
Arembepe, a mais bela de todas as Vilas, entre os anos 70 e 80 recebeu muitos desses “viajantes”, uns atraídos pela paisagem paradisíaca outros pela hospitalidade do povo que se misturava com o modo de vida hippie instalado naquela Vila e outros ainda por não ter ou saber para onde ir e de onde partiram.
Chega, nessa época, não sei de onde, um novo hóspede, que não era hippie, mas que vivia de modo semelhante, nada trouxe a não ser a sua alegria e suas “artes” que não incomodando aquele povo “inincomodável”, permitam-me a criação, até se tornaria uma figura quase folclórica, mesmo dentro daquela Vila cheia de muitas histórias folclóricas,
Vivia o Sr. Luiz Carlos, ou SUÍCA, como preferia ser chamado, de fazer pequenos favores e merecer muitas benesses, comida, bebida, uns trocadinhos, uma pinga aqui, outra ali e assim os dias erram de pingas,tragos, gracejos e folclores: Para dormir a grande e frondosa amendoeira no centro da praça já tinha seus hóspedes e nas noites mais frias as lonas das veles dos saveiros na praia servia de pensão. Vivia assim o nosso ilustre personagem, com mais pinga ficava mais cheio de artes e assim a Vila se acostumou com as suas “maluquices”, sim, já havia naquela época um grupo de viajantes não hippies, ao Suíca ele este denominava o grupo de “sindicato”; O sindicato, era solidário desde aquela época, desde as roupas, comidas, pingas recebidas eram partilhadas e o SUICA tornou-se um líder daquele “sindicato”, era ele quem mais “arrumava” as pingas, motivo pelo qual viviam sóbrios a maior parte do dia.
Passando um final de semana comigo, que dividia a minha morada com aquela Vila, estava o Sr. Arnaldo Pinto, o meu Pai e sempre ele observava a atuação dos “sindicalistas” e até contribuía com alguns agasalhos para o grupo. Estava nesta época uma ambulância do Serviço Hematologia e Hemoterapia do Governo do Estado da Bahia, fazendo uma campanha de doação de sangue e a ambulância estava parada bem na praça principal onde a fila de doadores se formava e o meu Pai virou-se para o SUICA, que lhe pedia uma “grana”, e sugeriu que o mesmo fizesse a doação, pois era um ato de fraternidade e poderia salvar muitas vidas.
Atencioso como sempre, o SUICA entrou na fila, neste dia ainda não estava com aspecto de “bebum”, usava uma roupa semi-nova e apresentava um ar de saúde, pele corada, rosto meio gordinho, certamente que pelas pingas da semana: A enfermeira anota o seu nome: Luiz Carlos Santos – SUÍCA, a pedidos e pronto, retira aquele milagroso sangue do nosso personagem.
Após o procedimento de praxe, quando se dirigia para tomar o cafezinho com biscoito que era oferecido aos doadores, o nosso SUICA desmaia, é atendido pela equipe de plantão, conduzido ao hospital de Camaçari, sede do Município, recebe 5 bolsas de sangues devido a sua profunda anemia e após 2 dias de “hospedagem” no hospital, volta para o convívio da Vila de Arembepe que estava preocupada e o sindicato em estado de GREVE. O Sr. Arnaldo até tentou ajudar na campanha, mas, sem querer pode ter salvado a vida do nosso personagem. Outras artes o SUICA aprontou, mas, isso é outra história. A amendoeira ainda está lá, para comprovar o fato.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A VERDADE DO PESCADOR

Ninaldo Valejo Pinto - ensaio

Mergulhava tranquilamente em água transparentes na Baia de Todos os Santos, naquela hora havia mais beleza que verdadeiramente o que um mergulhador procura, logostinhos, peixes, e outros moluscos; De repente aparece uma enorme arraia arrastando um bom pedaço de rede e ia tranquilamente no sentido da maré vazante.

Esquivamos-nos da rede e voltamos a mergulhar e para surpresa da equipe, havia, presos na rede, que boiava a meia água, todos os peixes que procurávamos e ainda vivos, trabalho rápido de salvar os peixes da rede e prendê-los no nosso barco, uma pescaria sensacional, sem nenhum tiro, com mergulhos rasos e em tempo razoavelmente curto.

Ao retornar ao nosso porto, fomos interceptados pelas autoridades do IBAMA, embarcaram em nosso saveiro, inspecionaram os peixes, badejo, bejupirá, Arraia, lagosta, cavala, etc..

Identificaram de pronto que os peixes foram capturados por uma rede e queriam saber onde estava aquele artefato, a quem pertencia e falamos que pertencia a uma arraia gigante; Contamos o ocorrido, a verdade do pescador, mas, nem eles, homens do mar, acreditaram em nosso conversa e tivemos que voltar a perseguir a rede e a arraia que a arrastava, demorou um tempinho e localizamos a nossa salvação; A lancha do IBAMA aproximou-se, prendeu a rede e a arraia já sem força teve que ser sacrificada e conduzida em nosso saveiro para o nosso porto, os funcionários do IBAMA levaram a enorme rede para o seu depósito e finalmente, alguém acreditou na história do pescador; Fomos liberados e premiados com 82 quilos de Arrais e mais outros peixes.

Não desejo encontrar outra rede solta cheia de peixes, mas, não poderia deixar de contar esta história e sonhar com outros peixes, sem rede.

EVITE A PESCA PREDATÓRIA, CONTE HISTÓRIAS !

DESCOBRI QUE NÃO EXISTO !!!

Ninaldo – ensaio Nov2010-08
Depois de redescobrirem o meu Pinto, me encontro agora em uma situação bastante difícil, um dilema, podemos assim dizer. Muitos amigos comentaram a reinvenção do meu Pinto, fiquei contente, claro, mas, hoje acordei com um grande dilema: EU NÃO EXISTO!!!
Será uma crise existencialista? Síndrome da melhor idade? , não, estou lúcido, um pouco triste pelos 4 dias sem pescaria, apesar de ter muitos peixes congelados e meus amigos também comendo peixe da nossa produção, mas, ainda bastante lúcido, ainda me lembro do Pinto!!!
É um sentimento de isolamento total, o de não existir e também de ter amigos, muitos amigos que igualmente estão no mesmo planeta que eu, não existo e eles não existem, apesar de nos reunirmos com freqüência, conversar e saborear a gastronomia enológica, estou inventando um termo, sim, os vinhos me trazem à existência e vejo os meus amigos reais, sem visões e muitas citações hummmmmmmmmmm!!!!.
Dentre os meus amigos, nenhum, nem um, umzinho apenas, nunca, nunca jamais em eleição alguma, nem para síndico de condomínio, participou das pesquisas eleitorais, alguns até tentaram, ficaram junto a pesquisadores, mas, foram descartados e igualmente, não existem para efeito de pesquisas eleitorais.
No meu caso em particular, ainda tem um agravante, nunca recebi a visita do IBGE para senso algum, assim, se eu não fui contado, eu não existo e levo comigo a minha família, que apesar de RG, CPF, Título de Eleitor, IPVA, IPTU, ISS e outros números, não faz parte das estatísticas do IBGE; Das pesquisas eleitorais então, nem pensar, enfim, nós não existimos, mas, a Receita Federal insiste em me cobrar mais e mais Imposto de Renda, a Receita Federal é na minha vida como uma pensão judicial, um caso que nunca tive e todos os anos, assim como um Magistrado de uma Vara de Família decreta, está a mala do IRPF no rol das minhas despesas, mas, se eu não existo como posso ter esse privilégio de ser contribuinte?
Não, eu vou pescar, é melhor; Lá na pescaria não tem estatística e se tivesse ninguém acreditaria, pois palavra do pescador é igual palavra de camelô, o povo acredita, mas dá um desconto, assim, não serve para estatística !
Vou pescar e mesmo não existindo, vou pegar bons peixes e um dia vou falar com Biquara (meu amigo pescador QUE pesca e mente junto comigo) e fazer uma estatística dos peixes do mar !!
E contar para vocês !!!